O mar revolto alimentava o gigante
Com suas águas profundas e agitadas
Como um medonho monstro arrogante
Que despejava a sua fúria inusitada.
A face negra e tempestuosa do errante
Deixava um rastro triste e devastador
Nas cidades e nas entranhas do homem importante
Que se esqueceu do próprio Salvador.
Com ventos fortes perpetuando o medo
A covarde façanha de sua ira sem segredo
Falecia até o próprio amor.
Não obstante o povo em pânico e assustado
Padeceu aflito, triste e aviltado
Por conhecer a forma mais íntima da dor.
Autor: José carlos Tibiriçá Pinheiro
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