Um dia tornei-me um ébrio
Na derradeira noite fiquei sóbrio
Uma ilusão estranha que tinha da vida deixava-me atônito
Na esperança de nunca mais ficar amargo e mórbido.
Então, fiquei intransigente e flácido
Ao sentir uma emoção tardia
Que cultivava no meu peito o âmago retardado
E confortava a minha mente fria
Meu corpo trêmulo e enfraquecido
Maltratado se rendia ao chão árido
Onde vivia a minha última quimera.
Em fim derramei o meu pranto
Transgredi o meu próprio encanto
Antes de me tornar em fera.
Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro
"As tempestades são passageiras, ponha um pouco de amor na sua vida para adquirir forças suficientes e derrotar a insensatez dos estúpidos".
JOÃO PESSOA/PB - CAPITAL DO FUTURO
NOTÍCIA EM TEMPO REAL
sábado, 14 de março de 2009
REFLEXÕES DE UM LOUCO
Loucura é ver o mundo triste, cruel e árido!
Tormento vive o homem de sentimento alheio!
O que de nós seria a vida sem pecado,
Contrariando o amor e as leis do firmamento?
Loucura é ser covarde, invalido e feio!
Viver no mundo falso, contrariando o tempo.
O louco é aquele de pensamento pobre
Com a mente primitiva a boca resta ao peito.
Eu sou um louco triste por ver o mundo feio,
Com guerras, fome, sede e a vida sem respeito.
Dizes! O homem vive livre, tem paz e harmonia?
Meu pensamento é fértil e úmida é minha cela.
Mundo! Velho mundo! Porque tu és tão triste?
Derrama o teu amor em mim se ainda existe?...
Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro
Tormento vive o homem de sentimento alheio!
O que de nós seria a vida sem pecado,
Contrariando o amor e as leis do firmamento?
Loucura é ser covarde, invalido e feio!
Viver no mundo falso, contrariando o tempo.
O louco é aquele de pensamento pobre
Com a mente primitiva a boca resta ao peito.
Eu sou um louco triste por ver o mundo feio,
Com guerras, fome, sede e a vida sem respeito.
Dizes! O homem vive livre, tem paz e harmonia?
Meu pensamento é fértil e úmida é minha cela.
Mundo! Velho mundo! Porque tu és tão triste?
Derrama o teu amor em mim se ainda existe?...
Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro
O EREMITA
Era um dia de paz!
Calmo como o recinto inviolável de um túmulo.
A manhã alegre e fria com o advento do dia pronunciando-se
Deixava resplandecer toda ternura de um jardim de flores cintilantes.
Com meus olhos de Eremita paro diante do floral,
Magro e doente farejo uma flor entre outras.
Sigo o regato de água fria e sonora.
Olho em minha volta e fico parado em pé.
Sinto meu corpo trêmulo e minha carne fraquejar.
Deito- me porque meu corpo ordena.
Sei que estou morrendo!
Não sinto mais o mundo em minha frente!
Minha vida de Eremita terminou.
Agora sou espírito!
Jamais ouvirei sussurros, choros ou lamentações.
Estou livre da minha miséria,
Da minha fome e aflições.
Agora sou espírito!
E sobrevôo a minha carne fétida
Abandonada sob os delírios dos vermes famintos.
Meu espírito agora é livre
E esta subindo até o infinito!...
Calmo como o recinto inviolável de um túmulo.
A manhã alegre e fria com o advento do dia pronunciando-se
Deixava resplandecer toda ternura de um jardim de flores cintilantes.
Com meus olhos de Eremita paro diante do floral,
Magro e doente farejo uma flor entre outras.
Sigo o regato de água fria e sonora.
Olho em minha volta e fico parado em pé.
Sinto meu corpo trêmulo e minha carne fraquejar.
Deito- me porque meu corpo ordena.
Sei que estou morrendo!
Não sinto mais o mundo em minha frente!
Minha vida de Eremita terminou.
Agora sou espírito!
Jamais ouvirei sussurros, choros ou lamentações.
Estou livre da minha miséria,
Da minha fome e aflições.
Agora sou espírito!
E sobrevôo a minha carne fétida
Abandonada sob os delírios dos vermes famintos.
Meu espírito agora é livre
E esta subindo até o infinito!...
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