Uma folha que cai
Uma mão que afaga
Uma flor que desperta
Neste mundo sem graça.
A esperança que nasce
De um triste que cala
Quando atônito assiste
A fúria da desgraça.
A emoção que resiste
A tantos devaneios
E um pálido insiste
No seu amor primeiro.
Um profeta prediz
Os males traiçoeiros
Quando o afeto invade
O espírito inteiro.
A paixão violenta
Estúpida perde a face
Num momento um ausente
Ressurgiu neste mundo que arde
E veio como o vento
De um dia derradeiro.
O poeta por fim chora
Por ver o mundo cheio de guerra
Fome, doenças e a vida sem respeito
Mais se alegrou perplexo
Com beleza de um feio.
Autor: José carlos Tibiriçá Pinheiro
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