As crianças brincam nas calçadas
Sob os olhares atentos e curiosos
Das pessoas tristes e abastadas
Dos mortais pálidos e invejosos.
Como se fosse uma festa deslumbrante
Em que o tempo retornava furioso
E a vida replicava serena e abundante
Num momento de um delírio fogoso.
As crianças ainda brincam nas calçadas
Observadas por homens envelhecidos
Que escolheram a solidão como abrigo.
Ainda assim elas brincam nas calçadas
Alheias aos interesses mesquinhos
Que surgiram estupidamente entre os espinhos.
Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro
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