As crianças brincam nas calçadas
Sob os olhares atentos e curiosos
Das pessoas tristes e abastadas
Dos mortais pálidos e invejosos.
Como se fosse uma festa deslumbrante
Em que o tempo retornava furioso
E a vida replicava serena e abundante
Num momento de um delírio fogoso.
As crianças ainda brincam nas calçadas
Observadas por homens envelhecidos
Que escolheram a solidão como abrigo.
Ainda assim elas brincam nas calçadas
Alheias aos interesses mesquinhos
Que surgiram estupidamente entre os espinhos.
Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro
"As tempestades são passageiras, ponha um pouco de amor na sua vida para adquirir forças suficientes e derrotar a insensatez dos estúpidos".
JOÃO PESSOA/PB - CAPITAL DO FUTURO
NOTÍCIA EM TEMPO REAL
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
REFLEXÕES DE UM BÊBADO
Um dia tornei-me um ébrio
Na derradeira noite fiquei sóbrio
Uma ilusão estranha que tinha da vida deixava-me atônito
Na esperança de nunca mais ficar amargo e mórbido.
Então, fiquei intransigente e flácido
Ao sentir uma emoção tardia
Que cultivava no meu peito o âmago retardado
E confortava a minha mente fria.
Meu corpo trêmulo e enfraquecido
Maltratado se rendia ao chão árido
Onde vivia a minha última quimera.
Em fim derramei meu pranto
Transgredi meu próprio encanto
Antes de me tornar em fera.
Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro
Na derradeira noite fiquei sóbrio
Uma ilusão estranha que tinha da vida deixava-me atônito
Na esperança de nunca mais ficar amargo e mórbido.
Então, fiquei intransigente e flácido
Ao sentir uma emoção tardia
Que cultivava no meu peito o âmago retardado
E confortava a minha mente fria.
Meu corpo trêmulo e enfraquecido
Maltratado se rendia ao chão árido
Onde vivia a minha última quimera.
Em fim derramei meu pranto
Transgredi meu próprio encanto
Antes de me tornar em fera.
Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro
domingo, 1 de agosto de 2010
SONETO DA MAIS-VALIA
Quanto custa uma vida desprezada,
Um apaixonado em profundo desalento,
Como o próprio rumo dos ventos
Perdido em alguma encruzilhada?
Quanto custa a coragem de um aflito,
Que desfez para si a última chama,
A esperança infinita de quem ama,
A beleza perfeita do infinito?
Porque o homem é refém de sua ânsia,
Do orgulho, da inveja e da ganância,
Que o leva a um terrível sofrimento?
Ah! Quisera eu voltar a minha infância!
Sentir dos jardins a fúria da fragrância,
A pureza do amor e do contentamento!
Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro.
Um apaixonado em profundo desalento,
Como o próprio rumo dos ventos
Perdido em alguma encruzilhada?
Quanto custa a coragem de um aflito,
Que desfez para si a última chama,
A esperança infinita de quem ama,
A beleza perfeita do infinito?
Porque o homem é refém de sua ânsia,
Do orgulho, da inveja e da ganância,
Que o leva a um terrível sofrimento?
Ah! Quisera eu voltar a minha infância!
Sentir dos jardins a fúria da fragrância,
A pureza do amor e do contentamento!
Autor: José Carlos Tibiriçá Pinheiro.
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